O consórcio, sistema de compra formado por grupos de pessoas e quotas, funciona como um financiamento convencional. A diferença é que, apesar das prestações não serem altas – se comparado aos financiamentos prefixados –, no consórcio pode haver variações nas mensalidades de acordo com o preço do veículo que é repassado ao contratante.
Na Sabrico Veículos, incluindo a taxa de abertura de crédito (TAC) de R$ 700,00, a taxa de juros embutida no financiamento é de 1,7% ao mês. Usando como exemplo um Gol 1.0 City, que hoje é comercializado por R$ 24 mil, o cliente pagará R$ 494,00 em 60 meses, se optar pelo consórcio. Atualmente a concessionária cobra uma taxa de administração (a remuneração cobrada pelo administrador pela prestação de serviço) de 12% em 60 meses (0,25 ao mês), mas esse porcentual pode sofrer alterações nas mensalidades – o que na prática acaba saindo mais caro para o cliente.
Já num financiamento ou leasing, esse carro no mesmo plano e sem entrada terá mensalidade de R$ 585,00. Com a taxa de juros de 1,7% que a Sabrico cobra ao mês, o cliente pagará no final R$ 35 mil, uma diferença de R$ 11 mil só de juros, incluindo o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) que hoje é de 0,02 %. No leasing, a diferença fica por conta da isenção de IOF e do valor residual (diferença entre o valor de mercado do veículo e o valor pago do contrato) que ainda poderá ser abatido no preço do automóvel.
“Para o cliente que deseja fazer uma compra programada, sem o medo de ter o veículo devolvido, como é o caso do leasing, aconselhamos o financiamento, pois as taxas de juros variam em média 1%. Ao contrário do consórcio, que nós classificamos como taxa de administração, que sofre oscilação conforme o mercado”, explica Dóris Rúbia Rubinho, vendedora da Sabrico. Dentro do financiamento o cliente ainda pode optar pelo CDC (Crédito Direto ao Consumidor), ideal para quem quer financiar em pouco tempo, com planos de até 36 vezes e mensalidades fixas.
De acordo com Sérgio Antonio Reze, presidente da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) “no leasing, as pessoas – na maior parte dos casos, jurídicas – usam o valor residual para diminuir os valores das contraprestações, que se tornam mais compatíveis com o preço dos aluguéis”.
É o caso da Inter Locações, especializada em locação de frotas fixas.“Possuímos cerca de 3,4 mil automóveis, sendo 2 mil através do leasing. Através dele, é possível que a operação financeira seja lançada no meu imposto de renda”, explica Eduardo Gusmão, diretor geral da companhia. Para casos como o de Gusmão, isso é favorável, pois possibilita o crescimento contínuo da empresa sem mexer no capital.
Em termos financeiros, a melhor opção seria financiar o automóvel com uma entrada maior. Nessas condições, o cliente conseguirá uma taxa de juros menor (menos de 1%) e sem estender muito as mensalidades. Só preste atenção nas taxas dos bancos, principalmente as de abertura de crédito, pois elas podem ter um forte impacto nos juros cobrados na operação.
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