
PSA Peugeot Citroën apresenta seu primeiro carro 100% brasileiro, isto é, o primeiro veículo da marca completamente projetado e desenvolvido no País, o Peugeot 207. O mais novo produto será concebido na fábrica, em Porto Real, no Rio de Janeiro. Entretanto, como se trata de um lançamento industrial, só estará disponível nas concessionárias só em agosto.
Com o advento do Peugeot 207, quem pensa que o modelo 206 deixará de existir, se enganou. Segundo os executivos da montadora, as vendas dele continuam e será o veículo de entrada da marca no mercado nacional.
No entanto, para quem quiser o 206, o veículo só existirá na versão hatch com motor 1.4, quatro portas e com câmbio mecânico. Já o 207, virá tanto com câmbio mecânico ou automático e virá em duas versões: 1.4 e 1.6 flex.
O 207 será produzido nas versões hatchback (três e cinco portas), station wagon (207 Brasil SW ) e sedan (207 Brasil Passion). Este último é uma aposta da marca para disputar o concorrido segmento de sedans compactos.
Embora “novo”, o Peugeot 207 vem com a mesma dimensão e plataforma do 206. Em comparação a ele, o 207 vem com fários mais alongados, destacando mais o olho felino que lhe é peculiar.
De cara, a entrada de ar frontal ficou bem mais acentuada e a logomarca “do leão em pé” aumentou de tamanho. Nas laterais do veículo, não houve qualquer modificação. O formato das lanternas traseiras vem com o mesmo formato, porém, os elementos internos são outros, dando um ar de um carro veículo tunado.
Atualmente, a unidade industrial de Porto Real produz 27 unidades/hora. Na fábrica, que inicia a produção da linha Peugeot 207 Brasil, também são produzidos o Peugeot 206 e os modelos Citroën C3 e Xsara Picasso, além de motores de 1,4 litro e 1,6 litro a gasolina e flexfuel.
Novos veículos
De acordo com a Peugeot, a fábrica ainda planeja o lançamento de 12 novos veículos que estão sendo produzidos na região até 2010. Ambição é que não falta a francesa Peugeot. Com o 207, a multinacional deseja dobrar as vendas que seu “irmão”, o 206, consegue atingir atualmente. Depois que o carro for lançado em agosto, no segundo semestre, a empresa espera vender 8 mil veículos mensais. Um tarefa árdua, pois no setor dos hatchs a disputa é acirrada.
* O repórter viajou ao Rio de Janeiro (RJ) a convite da Peugeot
FICHA TÉCNICA
Motor: 1.4 e 1.6 Flex
Potência: 80 cv (gas) e 82 cv (álc) e 1.6 16V Flex: 110 cv (gas) e 113 cv (álc).
Câmbio: Manual/Automático
Preço: R$ 38 mil a R$ 55 mil (Estimado)
ESTRATÉGIA
Peugeot quer estar entre as cinco
Para chegar ao quinto lugar em vendas no País, hoje com a Renault, capitaneada pelo sucesso do Logan e do Sandero, a Peugeot - em sétimo lugar - acredita que o 207 poderá suprir a demanda aquecida no segmento de hacths e sedans compactos premium.
Ele concorrerá diretamente com C3, Polo e Punto. A faixa de preço irá se situar entre o 206 e 307, ou seja, custará entre R$ 38 a R$ 55mil. Deve utilizar uma base mecânica similar a de seu antecessor, diferente da européia. O modelo terá como opcional o câmbio tiptronic, já apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo, em 2006. Só os detalhes ainda não são conhecidos. Algumas publicações especularam que deverá usar a plataforma do 206, mas os modelos não indicam essa possibilidade.
O 207 será o primeiro carro da Peugeot fabricado no Brasil. O 207 terá a sua versão sedan e se chamará “Passion”, que em português significa “paixão”.
O novo Peugeot brasileiro será uma cópia em escala reduzida do modelo europeu, o que mudará capô, pára-choques, faróis, lanternas e pára-lamas, mantendo as mesmas linhas e contornos do europeu.
O sucessor do 206 na Europa precisou de apenas dois anos para atingir a marca de 1 milhão de unidades produzidas. Apenas no ano passado, o novo 207 registrou a marca de 521 mil unidades vendidas, sendo que 440 mil unidades só no continente europeu. Lá também tem o motor 1.6 Turbo com injeção direta de gasolina, capaz de gerar 175 cavalos de potência na versão esportiva.
História
A Peugeot fez história no Brasil. Em 1891, o primeiro Peugeot a aportar no Brasil pertencia, nada mais nada menos, ao “Pai da Aviação”, Santos Dumont. O carro era um reluzente Peugeot, com motor Daimler a gasolina, de 3,5 cv e dois cilindros em V, conhecido pelos franceses como Voiturette, por ser muito parecida com uma charrete. De lá para cá, muita coisa mudou nos carros da marca.